Liberalismo no Brasil

O termo liberalismo refere-se a uma filosofia política que tenta limitar o poder político, defendendo e apoiando os direitos individuais. Tais ideais surgiram com os iluministas do século XVIII, que tentaram estabelecer os limites do poder político ao afirmarem que existiam direitos naturais e leis fundamentais de governo.

Tais pensamentos combinavam com a idéia de que a liberdade comercial iria ser benéfica a todos, idéia que posteriormente foi relacionada com a defesa do capitalismo. O liberalismo econômico pregava o fim da intervenção do Estado na produção e na distribuição das riquezas, e defendia a livre concorrência entre as empresas.

No Brasil, as idéias liberais chegaram no início do século XIX, tendo maior influência a partir da Independência de 1822. O liberalismo brasileiro só pode ser entendido com referência à realidade brasileira. Os principais adeptos foram homens interessados na economia de exportação e importação, muitos proprietários de grandes terras e escravos. Ansiavam por manter as estruturas tradicionais de produção, libertando-se de Portugal e ganhando espaço no livre-comércio. Após a independência, os liberais tinham intenções de ampliar o poder legislativo em detrimento do poder real.

Tivemos, durante o período do Império, a divisão em dois grupos sociais: os liberais e os conservadores. Os primeiros defendiam um sistema de educação independente, uma legislação favorável à quebra do monopólio da terra e favoreciam a descentralização das províncias e municípios. Os conservadores opunham-se a essas idéias. Todo o período imperial foi marcado por tensões e conciliações entre os dois grupos. Os liberais brasileiros foram incapazes de realizar os ideais do liberalismo pois estes transcendiam a política. As reformas defendiam apenas os seus interesses comerciais e a manutenção da exploração do trabalho.

Temos que distinguir dois tipos de liberalismo no Brasil: aquele ligado aos proprietários rurais e aquele dos profissionais urbanos. Estes últimos só apareceram a partir da década de 1860, com o maior desenvolvimento urbano e o aumento das pessoas alfabetizadas. Neste meio urbano, o liberalismo clássico dos direitos individuais teve melhores condições de se desenvolver.

Nas últimas décadas, os ideais liberais cada vez mais são usados, na maioria das vezes, em discussões sobre igualdade, valores, entre outros. Também em conflitos de raça, cultura e classes, que desde o século XIX estão perdurando em discussões, no Brasil.

Crise do sistema colonial

O texto de Emília Viotti da Costa tem logo no início uma indagação “Que circunstâncias teriam levado á crise do sistema colonial tradicional? Para responder essa questão, precisamos antes de tudo entender como funcionada esse sistema. Este era baseado no trabalho servil, nos monopólios e no comércio limitado. A política mercantilista presente naquela época consistia na aliança entre Coroa, que buscava expandir seu poder e burguesia comercial que tinha como objetivo a acumulação de capital por meio do controle dos mercados. Faziam parte dessa burguesia comercial banqueiros e mercadores.

Entretanto, ocorreu a expansão dos mercados, um aumento na produção devido ao desenvolvimentos econômico  e isso, somado a crise do absolutismo dificultou a limitação dos mercados que como já foi dito, faz parte da base do sistema colonial daquela época. Aquele modelo já não era satisfatório, sempre gerando conflitos e começou a ser alvo de críticas, tornando sua existência cada vez mais deficiente.

As colônias eram exploradas, mas por outro lado, a metrópole também saía no prejuízo pois haviam muitos gastos provenientes dessa relação. Assim, podemos citar o Pacto Colonial como um gasto a mais que a metrópole tinha. Esse pacto dizia que a metrópole só poderia comprar da colônia.

O colonialismo estava prestes a ruir, entretanto, essa queda não se deu rapidamente em todas as partes. Isso porque cada região estava em processos diferentes e mudanças. Nas regiões onde havia mais resquícios da Revolução Francesa, essa decadência se deu mais rapidamente. Portugual, por exemplo, não possuía essa influência.

Aqueles que eram contra o colonialismo criticavam o poder real, afirmavam a soberania do povo e defendiam o direito ao livre desenvolvimento. Estudantes vindos da Europa, leitores de obras que falavam sobre revolução (por exemplo Rosseau), chegada de europeus a terras brasileiras… todos esses fatores contribuíram para a queda do sistema colonial no Brasil. Era o fim da divisão metrópole X colônia.

Revolução passiva: Modernização alemã

No fim da Primeira Guerra Mundial a Alemanha se encontrava bastante fragilizada e, com isso, aqueles que estavam insatisfeitos viram nesse momento de fraqueza uma ótima oportunidade de instaurar o regime comunista no espaço alemão.A flor da revolução brotava nos corações comunistas.

Com a divergência de opiniões que foram aparecendo no Partido Social Democrata Alemão (SPD), este foi então se dissolvendo aos poucos dando origem ao Partido Comunista Alemão (KPD), formado a partir de finais de 1918. Sem dúvida a maior influência dos soldados alemães nessa época foi a Revolução Russa. Sendo assim, revoltados eles se juntavam aos operários para criar conselhos e reivindicar seus direitos. A reação militar foi imediata e agressiva, entretanto, os revolucionários se saíram bem até que  surgiu a República comandada principalmente pelos social-democratas do SPD. Apesar de se definirem como um partido dos trabalhadores, comandaram a repressão sobre os conselhos de trabalhadores e soldados.Houve ainda conselhos de marinheiros que assumiram o controle das armas e das embarcações

Os principais motivos apontados para explicar o fracasso da revolução foi a falta de foco no objetivo de criar algum sistema para substituir aquele que eles estavam tentando derrubar. Outra questão mencionada é a divisão entre os grupos de esquerda, que resultou no seu enfraquecimento.

Apesar de terem existido outros movimentos revolucionários, nenhum obteve o mesmo êxito. Assim, ouve a consolidação do poder do SPD na recém-formada República de Weimar

Filmes sobre a Revolução Francesa

  • “Danton – O Processo da Revolução”(1983)
    Considerado por estudiosos um dos filmes mais fieis em retratar a história como, de fato, aconteceu. Apesar de complexo, é amarrado o suficiente para que o telespectador não se perca nos detalhes. Obra prima de Andrzej Wajda estrelada por Gérard Depardieu. Uma figura do início da Revolução que, por ser muito calmo para Robespierre, acabou na guilhotina.

LINK: https://www.youtube.com/watch?v=kcwmrh-R7T0

  • “Maria Antonieta” (2006)
    Retrato muito criticado de Sofia Coppola da rainha famosa pelos penteados e atitudes irreverentes, responsável pela famosa frase: “Se não tem pão, que comam brioches!”

LINK:https://www.youtube.com/watch?v=HpT1qUXgLns

 

 

 

Revolução Francesa

No processo de implantação da vida burguesa, a França teve sua história marcada por conflitos e violência, e um dos símbolos de sua revolução é a queda da bastilha, que foi o primeiro alvo da insatisfação da população, já que era uma prisão política e símbolo da monarquia francesa, marcando o início da revolução.
Com o conflito da revolução, começaram a surgir partidos com diferentes opiniões, como por exemplo os girondinos que defendiam a alta burguesia e os jacobinos que eram radicais e defendiam a baixa burguesia, instalando então, um enorme caos pela França.
Em 1795, os girondinos conseguem chegar ao topo, garantindo poder para a burguesia. Após o golpe de 18 de Brumário, o general Napoleão Bonaparte é colocado no poder, instaura uma ditadura e muda o cenário político da Europa, começa também um processo de restauração econômica. Após a queda de Napoleão, sérios problemas se apresentaram. A saída da França foi manter a política protecionista.
A revolução marcou o fim da idade média e derrubou o antigo regime,que era absolutista (extrema desigualdade) conseguindo então implantar a democracia.

Revoluções Burguesas : Caso Inglês

Foi através das revoluções burguesas que o capitalismo adquiriu sentido e estabeleceu suas formas de domínio, caracterizadas pelo regime monárquico, que foi importante para ampliação do capitalismo e revoluções industriais, tendo grande acúmulo de capital.

O caso mais importante  e de melhor exemplo para explicar as revoluções burguesas é o caso Inglês que a teve uma forma de consolidação com a burguesia e grandes avanços durante a  revolução.

Nos séculos XVI e XVII a burguesia acumulou capitais através do mercantilismo e do aumento de produção de mercadorias. No entanto, as forças produtivas e a intervenção do estado absolutista impedia o desenvolvimento do capitalismo. A burguesia passa a criticar o absolutismo e lutar pela liberdade comercial. Na dinastia Tudor houve um desenvolvimento econômico inglês com a consolidação do anglicanismo, adoção do mercantilismo, a colonização norte americana e o processo de ampliamento das áreas de pastagem e produção de lã. A burguesia passada dominava a economia inglesa.

Charles Dickens: Livros que citam a revolução inglesa

O produtivo escritor inglês Charles Dickens publicou uma grande quantidade de romances e contos, além de algumas peças teatrais e diversos textos jornalísticos

No entanto, as críticas sociais são a sua maior marca.

Dickens foi um grande crítico das consequências negativas provocadas pela Revolução Industrial.

Durante este período, a Inglaterra transitou da produção artesanal para a produção por máquinas, promovendo diversas mudanças na sociedade.

As condições de vida dos trabalhadores pobres eram degradantes, com pessoas vivendo em subúrbios extremamente precários, sem nenhuma condição de higiene, em ruas sem pavimentação, sem esgoto e sem segurança.

 

Obras de Charles Dickens que aborda a revolução inglesa:

 

  • Conto de Natal: Dickens adiciona  sua crítica à vida miserável e sofrida dos marginalizados no período, plena revolução industrial, onde, de fato, a situação da maior parte da população era caótica. Podemos dizer que ele faz uma “exposição romântica” do fato verídico para sensibilizar, sem chocar demais o leitor. Ele vai mais longe ao enfatizar a Necessidade e a Ignorância (também adaptados para o português como Fome e Miséria) como duas crianças apresentadas pelo fantasma do presente, antes de se extinguir. Essa torna-se uma realidade, cujo futuro desconhecemos, mas que são frutos do abandono da sociedade

 

  • Tempos difíceis:  Um fato curioso e que, de certo modo, representa bem o que Charles Dickens foi, é que esta revista tinha um custo muito reduzido para atingir o máximo de pessoas.Saindo do habitual, a obra não possui passagens na cidade de Londres, sendo ambientada na fictícia cidade de Coketown, localizada no norte da Inglaterra. Neste romance, Dickens critica a profunda desigualdade social provocada pela Revolução Industrial na Inglaterra.