O Brasil na crise da escravidão

Durante a primeira metade do século XIX, africanos foram escravizados ao perderem lutas e foram vendidos por comerciantes e encaminhados ao Brasil, como um tipo de mercadoria. Separados de suas famílias, em um outro país, sem compreender a língua á qual passavam a ser expostos, essas pessoas eram submetidas aos mais diversos tipos de trabalhos, que exigiam muito esforço físico, submetidos á episódios de agressões constantes. A Inglaterra passou a demonstrar interesse na abolição desse “sistema de trabalho”, interesse esse que não foi motivado apenas por questões morais e éticas. Mas porque havia interesses econômicos, pois, caso ocorresse a libertação, aqueles que agora eram escravos passariam a ser trabalhadores assalariados que teriam condições de consumir os produtos britânicos, movimentando assim a economia. A industrialização crescente do país também era apontada como uma motivação. A Inglaterra queria expandir-se pelo mundo e passou a usar sua influência sobre o Brasil para conseguir tal feito. Assim, sob a regência de D. Pedro I, os líderes britânicos ofereceram o reconhecimento da independência brasileira em troca do fim do tráfico negreiro. O dono do trono se viu em uma situação complicada, isso porque a população brasileira não enxergava vantagem na abolição da escravidão. Em 1831 D. Pedro abdicou ao trono antes de cumprir o combinado. O que causou o descontentamento da Inglaterra e a ameaça de severas punições, ainda sim a situação perdurou na ilegalidade. A posição assumida por José Bonifácio era o retrato do posicionamento da maioria dos brasileiros naquele período, a ideia de que a escravidão era um mal necessário e que deveria ser extinto de forma lenta e gradual. Em 1850 o Parlamento britânico realizou violentas repressões ao tráfico, perseguindo e capturando qualquer navio suspeito. Tendo em vista essa situação, o ministério conservador, tendo como líder José Bonifácio, aprovou uma lei que extinguiu o tráfico brasileiro. Ainda assim a ilegalidade perdurou por mais 5 anos, havendo punições aos infratores. Após esse período o tráfico terminou. Entretanto, isso não significa que o período escravista acabou definitivamente. Milhares de africanos continuaram a ser escravizados, e mesmo aqueles que se viam livres, tendiam a voltar para o sistema de exploração pois não viam outras oportunidades. Até porque não podemos esquecer que até os dias atuais o Brasil é um país racista.

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Tibete X China

O Tibete se localiza no sudeste da China, parte da Índia, Nepal e Butão. Os tibetanos não possuem apenas uma língua como a oficial, sendo exemplos a língua Klan e a língua Lhasa. A população do Tibete é composta por 54 milhoes de pessoas, sendo a 10ª maior dentre os 56 grupos étnicos reconhecidos pelo território da República Popular da China.

A história entre Tibete e China é marcada por vários conflitos. Os atritos começaram durante a Dinastia Tang ( 618-906 d.c) mais tarde o Tibete foi dominado pelo Império Mongol. Logo depois, em 1720, os chineses reconquistaram o território com a dinastia Ching.
Com a queda da dinastia Ching (1912) os tibetanos conquistaram sua independência e expulsaram tropas chinesas de seu território. Em 1913 o 13º Dalai Lama, ao voltar da Índia, oficializou a independência do Tibete. Entretanto esse acordo era inválido para os chineses. Devido a isso, em 1918, o Tibete e a China entraram em um conflito armado.

Em 1951 o país dos Tibetanos foi tomado pelas tropas de Mao-Tse-Tung, conflito esse marcado por uma forte opressão religiosa, fim da liberdade política e destruição dos mosteiros (local sagrado para os tibetanos, praticantes do budismo tibetano). Neste mesmo ano o Tibete é forçado pela China a assinar um tratado chamado “Acordo de Dezessete Pontos” que tornava Tibete oficialmente parte da China, sendo assim dependente a ela. Caso o contrario os chineses iriam invadir o país.

Em 1959 os tibetanos se rebelam contra a China, resultando em milhares de mortes, aprisionamento e exílio dos moradores do Tibete.
Em 1963 o Tibete recebe o status de “Região Autônoma”. Porém a China não devolveu o país para os tibetanos, pois diz que ainda domina o Tibete para realizar melhorias no território.

Atualmente o Tibete ainda faz parte da China, que tem diversos interesses sobre a região, dentre eles o interesse econômico, geográfico e político. Contudo, os tibetanos ainda lutam por sua independência.

Nacionalismo

Para Benedict Anderson, a nação nada mais é do que uma comunidade limitada,soberana, imaginada.Limitada porque por maior que elas sejam,sempre haverá fronteiras finitas,soberanas,pois se pressupõe lidar com um grande pluralismo viva e finalmente imaginada,porque seus indivíduos,mesmo nunca conhecendo integralmente uns aos outros,compartilham signos e símbolos comuns,que os fazem reconhecer-se como pertencentes a um mesmo espaço.

O nacionalismo é uma ideologia política, uma corrente de pensamento que valoriza todas as características de uma nação o patriotismo é uma forma de nacionalismo que é expressa por símbolos ou canções a fim de expressar tal sentimento.

Nacionalismo no mundo. O nacionalismo ocorreu na Alemanha e foi fomentado desde a formação do Estado, durante a sua unificação, a fim de criar uma identidade e um território próprio. O nazismo foi uma maneira extrema e exacerbada de manifestar idéias nacionalistas, que resultou em idéias anti-semitas

Nacionalismo no Brasil. O nacionalismo no Brasil está diretamente relacionado ao período de governo de Getúlio Vargas, principalmente no período do regime do Estado Novo, quando era presidente no Brasil. Vargas incentivava o nacionalismo de diversas formas, desde a implementação de políticas populistas, a utilização de propaganda do seu governo, a extrema valorização do território brasileiro. Economicamente, ele optou por fortalecer, em muitos casos até criar a economia brasileira, ao diversificar a sua gama de atuação e se fechar para as importações. 

Os termos Nacionalismo e Patriotismo não são sinônimos, embora seja hoje muito comum esse engano. Patriotismo Para os gregos antigos a palavra estava associada à identificação com e à devoção a uma língua, tradições e história, ética, lei, e religião comuns. Sócrates acreditava inclusivamente que a prática patriotismo não era algo estanque, mas sempre sujeita a melhoria.  Nacionalismo, de nação como entidade política, com direito a um Estado (o Estado-Nação), no qual há condições para que cidadania esteja restrito a um grupo étnico


 

A formação da classe operária inglesa :

A controvérsia no padrão de vida durante a revolução industrial adquiriu um grande significado quando se abandonou a tentativa de determinar o salário do trabalhador “médio” e voltou-se para os artigos de consumo, e por outro lado a saúde e mortalidade. Havia miséria no modo de vida do trabalhador.
Havia debate sobre a dieta popular; latifundiários, fazendeiro, manufatureiros e o governo tentaram forçar trabalhadores a abandonarem a dieta do pão pela batata, mas argumentos sobre os benefícios em reduzir o custo dos pobres foram colocados em segundo plano devido as necessidades de guerra. Salaman, historiador da batata, chegou a considera-la um estabilizador social. Porém a substituição do pão e da farinha por batata foi considerada uma degradação: imigrantes irlandeses com sua dieta de batatas serviam como prova de uma conspiração contra os pobres.
No final do século 18 haviam muitas famílias que viviam em um único cômodo, condições que se extinguiram 50 anos depois, porém com o envelhecimento das novas cidades industriais, cresciam os problemas com abastecimento de água, saneamento básico, superpopulação, etc. O ambiente urbano era precário, consequências da revolução industrial
Haviam perspectivas para melhorias urbanas como pavimentação, iluminação, etc, mas apesar dos esforços nada foi feito para melhorar a região habitada por pobres, que eram repugnantes.
A taxa de crescimento e aglomeração nos centros industriais, visando apenas o lucro, sem planejamento e condições precárias, estão ligadas a revolução industrial.

O trabalho infantil foi um acontecimento que esteve muito presente na Revolução Industrial, pois 50% dos trabalhadores eram crianças que trabalhavam entre 16 e 18 h por dia. Nas fábricas os trabalhadores não tinham condições de trabalho, pois nas mesmas não haviam janelas e trabalhavam muitos operários, propagando-se mais facilmente doenças. As crianças eram vendidas pelos próprios pais aos patrões das fábricas, começando a trabalhar aos 6 anos. Desta maneira as crianças trabalhavam nas fábricas como escravos, pois não tinham direitos em relação ao trabalho, nem recebiam salário, não tendo condições de trabalho.

 As fábricas não eram ambientes adequados de trabalho, tinham péssimas condições de iluminação e ventilação. Não haviam medidas nem equipamentos de segurança para os operários, muitos se acidentaram e contraíam graves doenças. A média de vida dos trabalhadores era muito baixa comparada à de hoje. A jornada de trabalho chegava até 16 horas por dia, sem direito a descansos e férias. Os salários eram baixíssimos, garantindo ainda mais lucros aos proprietários, e a disciplina era rigorosa para manter o aumento da produção. Os trabalhadores não tinham direitos e nem o amparo social. Mulheres e crianças trabalhavam da mesma maneira que os homens, nas mesmas condições, mas o salário pago a eles era bem mais baixo. Portanto, era muito mais lucrativo contratá-los. E pelos baixos valores oferecidos, era fundamental que todos da família trabalhassem.

Natureza e limites do nacionalismo

Em seu texto “Da monarquia á república”, Emília Viotti da Costa trata das questões relacionadas ao processo de Independência do Brasil de forma detalhada. É possível perceber que o nacionalismo brasileiro, como ela mesmo cita, era na verdade um antiportuguismo. Portugal mantinha uma relação exploradora com o Brasil. Entretanto, grande parte dos brasileiros não percebia isso até aquela ocasião. Quando iniciou-se o processo de Independência, diversas pessoas apoiaram, o que não quer dizer que muita gente não tenha sofrido até a voz do povo ser finalmente ouvida. Como exemplo disso, temos Tiradentes. Após esses episódios violentos, finalmente pode-se ver a união entre estados na busca de um objetivo maior: a liberdade. Mas é claro que esta não era vista para todos da mesma forma. Pela elite, por exemplo, a revolução era vista como um processo de manutenção da ordem. Processo do qual eles deveriam tomar as rédeas para que não saísse de seus controles e seus privilégios não fossem perdidos. Já para os negros livres e escravos, o movimento não era apenas uma busca por melhores condições de vida, mas principalmente, pela conquista de igualdade, de ser visto como pessoa.

Quando D. João VI voltou relutante á Portugal, deixou seu filho Pedro no comando. Quando este, também fora solicitado em Lisboa, o povo suplicou na intenção de dissuadi-lo. Logo, o príncipe disse a célebre frase “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”. Esse acontecimento acirrou ainda mais as relações entre portugueses e brasileiros, antecedendo a Independência.

O decreto de 6 de agosto declara o Brasil como país independente, na teoria. Só em 7 de setembro, após o rompimento com a corte é que o Brasil finalmente encontra a tão esperada liberdade. A antiga metrópole até tentou reverter a situação, mas não obteve apoio.

A elite, que almejava liberdade comercial e autonomia administrativa, estava agora no poder. Elite essa que não via problema nenhum nos sistemas de escravidão do antigo modelo. Por isso, não havia a mínima preocupação em seguir a Constituição. E o cenário brasileiro continuava o mesmo: escravidão e miséria do povo. Nota-se que pouco mudou, para os mais pobres inclusive, pode-se dizer que nada mudou. Já que até do sistema colonial de produção eles ainda eram dependentes.

A fachada liberalista escondeu a realidade do povo brasileiro falsamente libertado.

 

Obs.: O texto trata do conteúdo da página 32 até a 60.

A formação do Estado Nacional na América Latina

A formação fo Estado nacional na América Latina corresponde a dois processos indissociáveis: a internacionalização do poder burguês no mundo todo e, por outro lado, os processos de emancipação das colônias ibéricas. O primeiro processo tem um caráter econômico-social e o segundo é eminentemente político-militar. O vínculo reside juntamente na estreita articulação entre estes aspectos da realidade.
Como grande parte da historiografia latino-americana inspira-se no modelo europeu de formação do Estado nacional, os autores, em geral, encontram uma grande dificuldade em identificar os ordenamentos pós-revolucionários como partes do processo de organização político-administrativa da América Latina.
Os Estados europeus surgem como resultado da decadência do feudalismo, desenvolvimento do modo de produção capitalista e ascensão da burguesia, que possuía um conjunto fe interesses materiais capas de oferecer estrutura a uma identidade nacional.
Na América Latina parece ter atuado forcas centrífugas, como resultado de uma instabilidade crônica, que não permitiam a constituição do Estado nacional e que colocam o primeiro problema teórico de crucial importância: a possibilidade de organização de um Estado nacional na ausência de um elemento aglutinador, ou seja, uma comunidade de interesses que atuasse com êxito no plano político.

Relação entre a música “As Caravanas” e o texto de Alberto da Costa e Silva

 

A música do Chico Buarque, “As Caravanas”:
“É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
É, diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana
Nem caravana
Nem caravana do Arará”
Em relação ao texto trabalhado em sala, de Alberto da Costa e Silva, podemos fazer várias comparações. Na música, Chico cita o Brasil fazendo referência a África, que tem essa ligação como no texto cita, o que acontecia na África repercutia aqui. Podemos ainda, relacionar a parte do sol, como diz na análise, que o sol é impiedoso, os escravos tinham que trabalhar o dia inteiro no sol quente, e isso acontece aqui também, e com a parte do texto q diz, em A Canção Ao Africano, disse, da terra deste, que “o sol faz lá tudo em fogo, / faz em brasa toda a areia”.
Essa questão da herança da escravidão que foi trazida pelo Atlântico com o comércio, o tráfico negreiro, etc.
“Suburbanos tipo mulçumanos” – q forte presença dos islames, qy em algumas partes do texto são citados como “islames fervorosos” e é retratado o seu poder. Também fizemos uma análise desse mar turquesa, com o Atlântico falado no texto.

Abaixo seguem trechos do livro, que ajudaram na relação entre a música “As Caravanas” e o texto “A música do Chico Buarque, “As Caravanas”:
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
É, diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana
Nem caravana
Nem caravana do Arará
Em relação ao texto trabalhado em sala, de Alberto da Costa e Silva, podemos fazer várias comparações. Na música, Chico cita o Brasil fazendo referência a África, que tem essa ligação como no texto cita, o que acontecia na África repercutia aqui. Podemos ainda, relacionar a parte do sol, como diz na análise, que o sol é impiedoso, os escravos tinham que trabalhar o dia inteiro no sol quente, e isso acontece aqui também, e com a parte do texto q diz, em A Canção Ao Africano, disse, da terra deste, que “o sol faz lá tudo em fogo, / faz em brasa toda a areia”.
Essa questão da herança da escravidão que foi trazida pelo Atlântico com o comércio, o tráfico negreiro, etc.
“Suburbanos tipo mulçumanos” – q forte presença dos islames, qy em algumas partes do texto são citados como “islames fervorosos” e é retratado o seu poder. Também fizemos uma análise desse mar turquesa, com o Atlântico falado no texto.

E abaixo segue trechos do livro, que ajudaram na relação entre a música “As Caravanas” e o texto “O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX”:
*O que seria de estranhar-se é que assim não fosse, tão intensas
foram as relações e as trocas entre as duas margens do Atlântico. O
Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas
maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro.
*entre nós, esquecemos o quanto
nossa vida está impregnada de África. Na rua. O escravo ficou dentro de todos nós, qualquer que seja a nossa origem. Afinal, sem a escravidão o Brasil não existiria como
hoje é, não teria sequer ocupado os imensos espaços que os portugueses lhe desenharam. Com ou sem remorsos, a escravidão é o processo mais longo e mais importante de nossa história.
” O que seria de estranhar-se é que assim não fosse, tão intensas
foram as relações e as trocas entre as duas margens do Atlântico. O
Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas
maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro.”

“Ente nós, esquecemos o quants
nossa vida está impregnada de África. Na rua. O escravo ficou dentro de todos nós, qualquer que seja a nossa origem. Afinal, sem a escravidão o Brasil não existiria como
hoje é, não teria sequer ocupado os imensos espaços que os portugueses lhe desenharam. Com ou sem remorsos, a escravidão é o processo mais longo e mais importante de nossa história.”