Canais para aprender História

Nos últimos anos o Youtube tem se tornado uma importante plataforma no mundo da internet. O site recebe todos os dias os mais diversos tipos de conteúdo, que acabam agradando a todos os tipos de gostos. Um desses conteúdos que vem obtendo destaque são as vídeo aulas. O conteúdo educativo presente no Youtube é destinado àqueles que aprendem melhor com o professor explicando do que lendo livros didáticos. Por isso, selecionamos 3 canais que podem te ajudar a complementar seus estudos de História.

1-Débora Aladim

A Débora Aladim é uma estudante de História, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que começou a fazer vídeos educativos ainda no Ensino Médio, e hoje, na faculdade, seu canal conta com mais de 1 milhão de inscritos. Além dos resumos de história, a estudante também produz vídeos motivacionais, curiosidades históricas e sobre redação. O público de Débora é majoritariamente composto por estudantes do Ensino Médio que se preparam para ingressar em uma universidade através do ENEM.

 

2-Canal Nostalgia

O Canal Nostalgia é comandado por Felipe Castanhari e tem um estilo diferenciado. Nos vídeos é possível aprender História de um jeito descontraído e diferente daquele ambiente escolar, Felipe ainda aborda assuntos polêmicos e atuais, como política e como ela funciona. Alguns vídeos são de utilidade pública inclusive, já que grande parte da população não entende o que é falado nos jornais, nos vídeos o youtuber usa uma linguagem fácil e descontraída. Além do conteúdo histórico ensinado nas escolas é possível encontrar nesse canal a história de algumas figuras midiáticas e até mesmo de músicas.

 

3-Se liga nessa história

O último canal possui uma plataforma completa de humanas, com site, fan page e até curso pago. Os vídeos da matéria de História são comandados pelo professor Walter, que  tem formação, sendo Licenciado e Bacharel em História pela USP. Seu jeito é irreverente e isso acaba atraindo alunos interessados na matéria.”O Se Liga Nessa História já foi citado pelo BuzzFeed, Catraca Livre, Rede Record, Estadão. Venceu os prêmios Bic Talentos que Educam e YouTube Nextup, além de ter recebido o selo YouTube Edu.” diz o site.

 

Até a próxima!

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Expansão do mundo burguês- Processos imperialistas

O Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar sua influência e expandir sua economia sob nações mais pobres, que é exercido tanto direta ou indiretamente, política ou economicamente.

No Século XIX, por exemplo, a Índia era um país que passava por influências imperialistas, mas em 1813 a Coroa Inglesa deixou de monopolizar esse povo, e a partir daí seu comércio com o exterior aumentou cada vez mais.

O continente africano sofria com isso também, mesmo com o fim da escravidão. As igrejas, principalmente européias, se empenharam em ações no território africano em busca de aumentar o número de fiéis. Também ocorriam pesquisas científicas, expedições e etc. O que foi fundamental para a partilha da África, presenciado pelos outros Impérios.

A Ásia sempre foi uma nação visada pelos países europeus, que focam nas riquezas do local. Mas a presença estrangeira até ajudou em alguns quesitos, como técnicas novas na agricultura, indústrias, adiministração política e saúde. Apesar de nem todos os povos quererem aceitar a influência, muitos países como o Japão souberam aproveitar o que de bom foi repassado e utilizaram isso após sua independência. A Ásia sofreu com sua partilha, pois não foi levado em conta os seus determinados povos para a separação dos países, posteriormente, e também houve problemas políticos e socias com relação a minorias estrangeiras.

Após meados do século XIX, a América já possuía muitos estados republicanos (maioria) consolidados, de certa forma, e independentes. No fim do século os EUA já se caracterizavam pela forte economia, esse crescimento econômico motivado pelo rápido processo de industrialização. Embora o país estivesse presente no extremo oriente, a participação dos norte-americanos nas disputas imperialistas travadas na áfrica e na Ásia era dificultada.

O Brasil é o Vale

O açúcar reinou absoluto em todo o período colonial do Brasil. Era produzido com mão de obra escrava.
Esse quadro começou a mudar no final do século XVIII, quando o café apareceu como um novo hábito de consumo dos europeus. As cafeterias de café turco inauguradas na França foram um sucesso mesmo por ser inacessível para a maioria da população. A moda francesa tinha seus seguidores, e o café passou a ser consumido em praticamente todos os países europeus.
Os europeus estimularam a produção em suas colônias e depois de independentes, não ficaram atrás. Os cafezais espalharam-se rapidamente por várias áreas do Brasil e sua produção se ampliou de maneira espetacular. Tomou a frente do valor do açúcar na pauta de exportações brasileiras nos anos de 1830, e assim se manteve por muitos anos.
De 1830 a 1880, aproximadamente, toda a energia econômica voltou-se para o cultivo do café, que então era vendido, sem concorrência, ao mercado europeu em expansão. Tornou-se, por isso, o estabilizador da economia do Império, a ponto de se dizer, na época, que “o Brasil é o vale”. O café do Vale do Paraíba era exportado para Europa sem nenhuma concorrência. O velho continente se tornou o grande mercado comprador, e os recursos adquiridos com a comercialização do café ajudaram a estabilizar a economia do Império, e lançar as bases da sua modernização com estradas de ferro, cidades iluminadas com energia elétrica, etc.

O Brasil na crise da escravidão

Durante a primeira metade do século XIX, africanos foram escravizados ao perderem lutas e foram vendidos por comerciantes e encaminhados ao Brasil, como um tipo de mercadoria. Separados de suas famílias, em um outro país, sem compreender a língua á qual passavam a ser expostos, essas pessoas eram submetidas aos mais diversos tipos de trabalhos, que exigiam muito esforço físico, submetidos á episódios de agressões constantes. A Inglaterra passou a demonstrar interesse na abolição desse “sistema de trabalho”, interesse esse que não foi motivado apenas por questões morais e éticas. Mas porque havia interesses econômicos, pois, caso ocorresse a libertação, aqueles que agora eram escravos passariam a ser trabalhadores assalariados que teriam condições de consumir os produtos britânicos, movimentando assim a economia. A industrialização crescente do país também era apontada como uma motivação. A Inglaterra queria expandir-se pelo mundo e passou a usar sua influência sobre o Brasil para conseguir tal feito. Assim, sob a regência de D. Pedro I, os líderes britânicos ofereceram o reconhecimento da independência brasileira em troca do fim do tráfico negreiro. O dono do trono se viu em uma situação complicada, isso porque a população brasileira não enxergava vantagem na abolição da escravidão. Em 1831 D. Pedro abdicou ao trono antes de cumprir o combinado. O que causou o descontentamento da Inglaterra e a ameaça de severas punições, ainda sim a situação perdurou na ilegalidade. A posição assumida por José Bonifácio era o retrato do posicionamento da maioria dos brasileiros naquele período, a ideia de que a escravidão era um mal necessário e que deveria ser extinto de forma lenta e gradual. Em 1850 o Parlamento britânico realizou violentas repressões ao tráfico, perseguindo e capturando qualquer navio suspeito. Tendo em vista essa situação, o ministério conservador, tendo como líder José Bonifácio, aprovou uma lei que extinguiu o tráfico brasileiro. Ainda assim a ilegalidade perdurou por mais 5 anos, havendo punições aos infratores. Após esse período o tráfico terminou. Entretanto, isso não significa que o período escravista acabou definitivamente. Milhares de africanos continuaram a ser escravizados, e mesmo aqueles que se viam livres, tendiam a voltar para o sistema de exploração pois não viam outras oportunidades. Até porque não podemos esquecer que até os dias atuais o Brasil é um país racista.

Tibete X China

O Tibete se localiza no sudeste da China, parte da Índia, Nepal e Butão. Os tibetanos não possuem apenas uma língua como a oficial, sendo exemplos a língua Klan e a língua Lhasa. A população do Tibete é composta por 54 milhoes de pessoas, sendo a 10ª maior dentre os 56 grupos étnicos reconhecidos pelo território da República Popular da China.

A história entre Tibete e China é marcada por vários conflitos. Os atritos começaram durante a Dinastia Tang ( 618-906 d.c) mais tarde o Tibete foi dominado pelo Império Mongol. Logo depois, em 1720, os chineses reconquistaram o território com a dinastia Ching.
Com a queda da dinastia Ching (1912) os tibetanos conquistaram sua independência e expulsaram tropas chinesas de seu território. Em 1913 o 13º Dalai Lama, ao voltar da Índia, oficializou a independência do Tibete. Entretanto esse acordo era inválido para os chineses. Devido a isso, em 1918, o Tibete e a China entraram em um conflito armado.

Em 1951 o país dos Tibetanos foi tomado pelas tropas de Mao-Tse-Tung, conflito esse marcado por uma forte opressão religiosa, fim da liberdade política e destruição dos mosteiros (local sagrado para os tibetanos, praticantes do budismo tibetano). Neste mesmo ano o Tibete é forçado pela China a assinar um tratado chamado “Acordo de Dezessete Pontos” que tornava Tibete oficialmente parte da China, sendo assim dependente a ela. Caso o contrario os chineses iriam invadir o país.

Em 1959 os tibetanos se rebelam contra a China, resultando em milhares de mortes, aprisionamento e exílio dos moradores do Tibete.
Em 1963 o Tibete recebe o status de “Região Autônoma”. Porém a China não devolveu o país para os tibetanos, pois diz que ainda domina o Tibete para realizar melhorias no território.

Atualmente o Tibete ainda faz parte da China, que tem diversos interesses sobre a região, dentre eles o interesse econômico, geográfico e político. Contudo, os tibetanos ainda lutam por sua independência.

Nacionalismo

Para Benedict Anderson, a nação nada mais é do que uma comunidade limitada,soberana, imaginada.Limitada porque por maior que elas sejam,sempre haverá fronteiras finitas,soberanas,pois se pressupõe lidar com um grande pluralismo viva e finalmente imaginada,porque seus indivíduos,mesmo nunca conhecendo integralmente uns aos outros,compartilham signos e símbolos comuns,que os fazem reconhecer-se como pertencentes a um mesmo espaço.

O nacionalismo é uma ideologia política, uma corrente de pensamento que valoriza todas as características de uma nação o patriotismo é uma forma de nacionalismo que é expressa por símbolos ou canções a fim de expressar tal sentimento.

Nacionalismo no mundo. O nacionalismo ocorreu na Alemanha e foi fomentado desde a formação do Estado, durante a sua unificação, a fim de criar uma identidade e um território próprio. O nazismo foi uma maneira extrema e exacerbada de manifestar idéias nacionalistas, que resultou em idéias anti-semitas

Nacionalismo no Brasil. O nacionalismo no Brasil está diretamente relacionado ao período de governo de Getúlio Vargas, principalmente no período do regime do Estado Novo, quando era presidente no Brasil. Vargas incentivava o nacionalismo de diversas formas, desde a implementação de políticas populistas, a utilização de propaganda do seu governo, a extrema valorização do território brasileiro. Economicamente, ele optou por fortalecer, em muitos casos até criar a economia brasileira, ao diversificar a sua gama de atuação e se fechar para as importações. 

Os termos Nacionalismo e Patriotismo não são sinônimos, embora seja hoje muito comum esse engano. Patriotismo Para os gregos antigos a palavra estava associada à identificação com e à devoção a uma língua, tradições e história, ética, lei, e religião comuns. Sócrates acreditava inclusivamente que a prática patriotismo não era algo estanque, mas sempre sujeita a melhoria.  Nacionalismo, de nação como entidade política, com direito a um Estado (o Estado-Nação), no qual há condições para que cidadania esteja restrito a um grupo étnico


 

A formação da classe operária inglesa :

A controvérsia no padrão de vida durante a revolução industrial adquiriu um grande significado quando se abandonou a tentativa de determinar o salário do trabalhador “médio” e voltou-se para os artigos de consumo, e por outro lado a saúde e mortalidade. Havia miséria no modo de vida do trabalhador.
Havia debate sobre a dieta popular; latifundiários, fazendeiro, manufatureiros e o governo tentaram forçar trabalhadores a abandonarem a dieta do pão pela batata, mas argumentos sobre os benefícios em reduzir o custo dos pobres foram colocados em segundo plano devido as necessidades de guerra. Salaman, historiador da batata, chegou a considera-la um estabilizador social. Porém a substituição do pão e da farinha por batata foi considerada uma degradação: imigrantes irlandeses com sua dieta de batatas serviam como prova de uma conspiração contra os pobres.
No final do século 18 haviam muitas famílias que viviam em um único cômodo, condições que se extinguiram 50 anos depois, porém com o envelhecimento das novas cidades industriais, cresciam os problemas com abastecimento de água, saneamento básico, superpopulação, etc. O ambiente urbano era precário, consequências da revolução industrial
Haviam perspectivas para melhorias urbanas como pavimentação, iluminação, etc, mas apesar dos esforços nada foi feito para melhorar a região habitada por pobres, que eram repugnantes.
A taxa de crescimento e aglomeração nos centros industriais, visando apenas o lucro, sem planejamento e condições precárias, estão ligadas a revolução industrial.

O trabalho infantil foi um acontecimento que esteve muito presente na Revolução Industrial, pois 50% dos trabalhadores eram crianças que trabalhavam entre 16 e 18 h por dia. Nas fábricas os trabalhadores não tinham condições de trabalho, pois nas mesmas não haviam janelas e trabalhavam muitos operários, propagando-se mais facilmente doenças. As crianças eram vendidas pelos próprios pais aos patrões das fábricas, começando a trabalhar aos 6 anos. Desta maneira as crianças trabalhavam nas fábricas como escravos, pois não tinham direitos em relação ao trabalho, nem recebiam salário, não tendo condições de trabalho.

 As fábricas não eram ambientes adequados de trabalho, tinham péssimas condições de iluminação e ventilação. Não haviam medidas nem equipamentos de segurança para os operários, muitos se acidentaram e contraíam graves doenças. A média de vida dos trabalhadores era muito baixa comparada à de hoje. A jornada de trabalho chegava até 16 horas por dia, sem direito a descansos e férias. Os salários eram baixíssimos, garantindo ainda mais lucros aos proprietários, e a disciplina era rigorosa para manter o aumento da produção. Os trabalhadores não tinham direitos e nem o amparo social. Mulheres e crianças trabalhavam da mesma maneira que os homens, nas mesmas condições, mas o salário pago a eles era bem mais baixo. Portanto, era muito mais lucrativo contratá-los. E pelos baixos valores oferecidos, era fundamental que todos da família trabalhassem.