A formação do Estado Nacional na América Latina

A formação fo Estado nacional na América Latina corresponde a dois processos indissociáveis: a internacionalização do poder burguês no mundo todo e, por outro lado, os processos de emancipação das colônias ibéricas. O primeiro processo tem um caráter econômico-social e o segundo é eminentemente político-militar. O vínculo reside juntamente na estreita articulação entre estes aspectos da realidade.
Como grande parte da historiografia latino-americana inspira-se no modelo europeu de formação do Estado nacional, os autores, em geral, encontram uma grande dificuldade em identificar os ordenamentos pós-revolucionários como partes do processo de organização político-administrativa da América Latina.
Os Estados europeus surgem como resultado da decadência do feudalismo, desenvolvimento do modo de produção capitalista e ascensão da burguesia, que possuía um conjunto fe interesses materiais capas de oferecer estrutura a uma identidade nacional.
Na América Latina parece ter atuado forcas centrífugas, como resultado de uma instabilidade crônica, que não permitiam a constituição do Estado nacional e que colocam o primeiro problema teórico de crucial importância: a possibilidade de organização de um Estado nacional na ausência de um elemento aglutinador, ou seja, uma comunidade de interesses que atuasse com êxito no plano político.

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Relação entre a música “As Caravanas” e o texto de Alberto da Costa e Silva

 

A música do Chico Buarque, “As Caravanas”:
“É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
É, diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana
Nem caravana
Nem caravana do Arará”
Em relação ao texto trabalhado em sala, de Alberto da Costa e Silva, podemos fazer várias comparações. Na música, Chico cita o Brasil fazendo referência a África, que tem essa ligação como no texto cita, o que acontecia na África repercutia aqui. Podemos ainda, relacionar a parte do sol, como diz na análise, que o sol é impiedoso, os escravos tinham que trabalhar o dia inteiro no sol quente, e isso acontece aqui também, e com a parte do texto q diz, em A Canção Ao Africano, disse, da terra deste, que “o sol faz lá tudo em fogo, / faz em brasa toda a areia”.
Essa questão da herança da escravidão que foi trazida pelo Atlântico com o comércio, o tráfico negreiro, etc.
“Suburbanos tipo mulçumanos” – q forte presença dos islames, qy em algumas partes do texto são citados como “islames fervorosos” e é retratado o seu poder. Também fizemos uma análise desse mar turquesa, com o Atlântico falado no texto.

Abaixo seguem trechos do livro, que ajudaram na relação entre a música “As Caravanas” e o texto “A música do Chico Buarque, “As Caravanas”:
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
É, diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana
Nem caravana
Nem caravana do Arará
Em relação ao texto trabalhado em sala, de Alberto da Costa e Silva, podemos fazer várias comparações. Na música, Chico cita o Brasil fazendo referência a África, que tem essa ligação como no texto cita, o que acontecia na África repercutia aqui. Podemos ainda, relacionar a parte do sol, como diz na análise, que o sol é impiedoso, os escravos tinham que trabalhar o dia inteiro no sol quente, e isso acontece aqui também, e com a parte do texto q diz, em A Canção Ao Africano, disse, da terra deste, que “o sol faz lá tudo em fogo, / faz em brasa toda a areia”.
Essa questão da herança da escravidão que foi trazida pelo Atlântico com o comércio, o tráfico negreiro, etc.
“Suburbanos tipo mulçumanos” – q forte presença dos islames, qy em algumas partes do texto são citados como “islames fervorosos” e é retratado o seu poder. Também fizemos uma análise desse mar turquesa, com o Atlântico falado no texto.

E abaixo segue trechos do livro, que ajudaram na relação entre a música “As Caravanas” e o texto “O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX”:
*O que seria de estranhar-se é que assim não fosse, tão intensas
foram as relações e as trocas entre as duas margens do Atlântico. O
Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas
maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro.
*entre nós, esquecemos o quanto
nossa vida está impregnada de África. Na rua. O escravo ficou dentro de todos nós, qualquer que seja a nossa origem. Afinal, sem a escravidão o Brasil não existiria como
hoje é, não teria sequer ocupado os imensos espaços que os portugueses lhe desenharam. Com ou sem remorsos, a escravidão é o processo mais longo e mais importante de nossa história.
” O que seria de estranhar-se é que assim não fosse, tão intensas
foram as relações e as trocas entre as duas margens do Atlântico. O
Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas
maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro.”

“Ente nós, esquecemos o quants
nossa vida está impregnada de África. Na rua. O escravo ficou dentro de todos nós, qualquer que seja a nossa origem. Afinal, sem a escravidão o Brasil não existiria como
hoje é, não teria sequer ocupado os imensos espaços que os portugueses lhe desenharam. Com ou sem remorsos, a escravidão é o processo mais longo e mais importante de nossa história.”

O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX

No século XIX as colonias espanholas e portuguesas passavam por um processo de conquista de sua independência na América, sendo assim um período de decadência da monarquia brasileira, consolidação do regime democrático e fim da mão-de-obra escrava. A África, um dos últimos continentes a ser colonizado pelos europeus, antes governado pelos africanos começa a ser explorado. Haviam grandes relações entre os portos na África e as costas do Atlântico devido ao tráfico negreiro.
As potências europeias, para garantirem matéria-prima, ocuparam os territórios no continente africano. Logo depois, promoveram a partilha do continente entre os principais países europeus da época, dando-lhes o direito de explorar a parte pertencente a cada nação. A divisão da África foi consolidada através da Conferência De Berlim, realizada em 1885, contando com a participação da Inglaterra, França, Bélgica, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha . Porém, o processo de exploração da África aconteceu antes mesmo de haver a partilha do território, devido as riquezas do continente.
Anos depois, grande parte do território africano estava colonizada. Os europeus introduziram culturas que não faziam parte do costume dos africanos. Assim, os colonizadores rapidamente promoveram as plantations (grandes áreas agrícolas no qual cultivam produtos tropicais, muitas vezes para exportação.) com ênfase na produção de café, chá, cana-de-açúcar e cacau. Outra atividade desenvolvida foi o extrativismo mineral, com destaque para a extração de ouro, ferro, chumbo, diamante, entre outros. Desta forma, os europeus conseguiram garantir por um bom tempo o fornecimento de matéria-prima para abastecer as indústrias existentes nos países europeus industrializados.

Liberalismo no Brasil

O termo liberalismo refere-se a uma filosofia política que tenta limitar o poder político, defendendo e apoiando os direitos individuais. Tais ideais surgiram com os iluministas do século XVIII, que tentaram estabelecer os limites do poder político ao afirmarem que existiam direitos naturais e leis fundamentais de governo.

Tais pensamentos combinavam com a idéia de que a liberdade comercial iria ser benéfica a todos, idéia que posteriormente foi relacionada com a defesa do capitalismo. O liberalismo econômico pregava o fim da intervenção do Estado na produção e na distribuição das riquezas, e defendia a livre concorrência entre as empresas.

No Brasil, as idéias liberais chegaram no início do século XIX, tendo maior influência a partir da Independência de 1822. O liberalismo brasileiro só pode ser entendido com referência à realidade brasileira. Os principais adeptos foram homens interessados na economia de exportação e importação, muitos proprietários de grandes terras e escravos. Ansiavam por manter as estruturas tradicionais de produção, libertando-se de Portugal e ganhando espaço no livre-comércio. Após a independência, os liberais tinham intenções de ampliar o poder legislativo em detrimento do poder real.

Tivemos, durante o período do Império, a divisão em dois grupos sociais: os liberais e os conservadores. Os primeiros defendiam um sistema de educação independente, uma legislação favorável à quebra do monopólio da terra e favoreciam a descentralização das províncias e municípios. Os conservadores opunham-se a essas idéias. Todo o período imperial foi marcado por tensões e conciliações entre os dois grupos. Os liberais brasileiros foram incapazes de realizar os ideais do liberalismo pois estes transcendiam a política. As reformas defendiam apenas os seus interesses comerciais e a manutenção da exploração do trabalho.

Temos que distinguir dois tipos de liberalismo no Brasil: aquele ligado aos proprietários rurais e aquele dos profissionais urbanos. Estes últimos só apareceram a partir da década de 1860, com o maior desenvolvimento urbano e o aumento das pessoas alfabetizadas. Neste meio urbano, o liberalismo clássico dos direitos individuais teve melhores condições de se desenvolver.

Nas últimas décadas, os ideais liberais cada vez mais são usados, na maioria das vezes, em discussões sobre igualdade, valores, entre outros. Também em conflitos de raça, cultura e classes, que desde o século XIX estão perdurando em discussões, no Brasil.

Crise do sistema colonial

O texto de Emília Viotti da Costa tem logo no início uma indagação “Que circunstâncias teriam levado á crise do sistema colonial tradicional? Para responder essa questão, precisamos antes de tudo entender como funcionada esse sistema. Este era baseado no trabalho servil, nos monopólios e no comércio limitado. A política mercantilista presente naquela época consistia na aliança entre Coroa, que buscava expandir seu poder e burguesia comercial que tinha como objetivo a acumulação de capital por meio do controle dos mercados. Faziam parte dessa burguesia comercial banqueiros e mercadores.

Entretanto, ocorreu a expansão dos mercados, um aumento na produção devido ao desenvolvimentos econômico  e isso, somado a crise do absolutismo dificultou a limitação dos mercados que como já foi dito, faz parte da base do sistema colonial daquela época. Aquele modelo já não era satisfatório, sempre gerando conflitos e começou a ser alvo de críticas, tornando sua existência cada vez mais deficiente.

As colônias eram exploradas, mas por outro lado, a metrópole também saía no prejuízo pois haviam muitos gastos provenientes dessa relação. Assim, podemos citar o Pacto Colonial como um gasto a mais que a metrópole tinha. Esse pacto dizia que a metrópole só poderia comprar da colônia.

O colonialismo estava prestes a ruir, entretanto, essa queda não se deu rapidamente em todas as partes. Isso porque cada região estava em processos diferentes e mudanças. Nas regiões onde havia mais resquícios da Revolução Francesa, essa decadência se deu mais rapidamente. Portugual, por exemplo, não possuía essa influência.

Aqueles que eram contra o colonialismo criticavam o poder real, afirmavam a soberania do povo e defendiam o direito ao livre desenvolvimento. Estudantes vindos da Europa, leitores de obras que falavam sobre revolução (por exemplo Rosseau), chegada de europeus a terras brasileiras… todos esses fatores contribuíram para a queda do sistema colonial no Brasil. Era o fim da divisão metrópole X colônia.

Revolução passiva: Modernização alemã

No fim da Primeira Guerra Mundial a Alemanha se encontrava bastante fragilizada e, com isso, aqueles que estavam insatisfeitos viram nesse momento de fraqueza uma ótima oportunidade de instaurar o regime comunista no espaço alemão.A flor da revolução brotava nos corações comunistas.

Com a divergência de opiniões que foram aparecendo no Partido Social Democrata Alemão (SPD), este foi então se dissolvendo aos poucos dando origem ao Partido Comunista Alemão (KPD), formado a partir de finais de 1918. Sem dúvida a maior influência dos soldados alemães nessa época foi a Revolução Russa. Sendo assim, revoltados eles se juntavam aos operários para criar conselhos e reivindicar seus direitos. A reação militar foi imediata e agressiva, entretanto, os revolucionários se saíram bem até que  surgiu a República comandada principalmente pelos social-democratas do SPD. Apesar de se definirem como um partido dos trabalhadores, comandaram a repressão sobre os conselhos de trabalhadores e soldados.Houve ainda conselhos de marinheiros que assumiram o controle das armas e das embarcações

Os principais motivos apontados para explicar o fracasso da revolução foi a falta de foco no objetivo de criar algum sistema para substituir aquele que eles estavam tentando derrubar. Outra questão mencionada é a divisão entre os grupos de esquerda, que resultou no seu enfraquecimento.

Apesar de terem existido outros movimentos revolucionários, nenhum obteve o mesmo êxito. Assim, ouve a consolidação do poder do SPD na recém-formada República de Weimar

Filmes sobre a Revolução Francesa

  • “Danton – O Processo da Revolução”(1983)
    Considerado por estudiosos um dos filmes mais fieis em retratar a história como, de fato, aconteceu. Apesar de complexo, é amarrado o suficiente para que o telespectador não se perca nos detalhes. Obra prima de Andrzej Wajda estrelada por Gérard Depardieu. Uma figura do início da Revolução que, por ser muito calmo para Robespierre, acabou na guilhotina.

LINK: https://www.youtube.com/watch?v=kcwmrh-R7T0

  • “Maria Antonieta” (2006)
    Retrato muito criticado de Sofia Coppola da rainha famosa pelos penteados e atitudes irreverentes, responsável pela famosa frase: “Se não tem pão, que comam brioches!”

LINK:https://www.youtube.com/watch?v=HpT1qUXgLns